quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Escape


Punhos e braços cansados enquanto o sangue escorre por entre os dedos.Parece o fim mas é apenas o começo,linhas horizontais e verticais acompanhadas pela necessidade de estar alucinado.Eu ainda guardo no peito a imagem daquela tarde que constantemente me sooa marcante.Deram-me de comer e até de beber da comida envenenada e estranha,me arrancaram os sonhos e os dons que já eram bastante escassos e por fim jogaram-me no abismo sem portas e sem escape.
Francamente ando num devaneio tremendo,bastam-me poucas palavras para me tirar do foco,se é que existia um.Eu decididamente sou uma péssima pessoa,conclusão que tenho após várias opções e caminhos;E me envergonho disso,sem zelo e sem mais motivos.Nada me angustia tanto quanto habitar em um corpo tão cruel e mesquinho.
Sinto-me como morta,quase que em putrefação,o corpo doí mas não fisicamente,o meu físico está imune a tais cousas.Não é possível vociferar como antes e a alma corre sem rumo à procura de algo dócil e esvoaçado.Não há saída de emergência e nem placas de informação;Enquanto isso as linhas continuam a jorrar aquele material,pouco conhecido pelos sãos e pelos que raramente perdem o juízo e não vêem o sangue sendo vertido.
O que fazer?Droga!Odeio críticas e contendas,por sorte o abismo e a minha humilde boca não deletou o que há de pior em mim,minha ciência infame.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Help


Salve-me por favor!
Perco a fé...
acabo por me perder completamente.

...e a música hoje diz tudo.





"Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.

Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
Sempre em frente,
Não temos tempo a perder.

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem.

Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos seus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E me diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo.

Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.

Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens"

"...eu quero"

"Eu quero a sina de um artista de cinema,
eu quero a cena onde eu possa brilhar...
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo... Um beijo imenso, onde eu possa me afogar.

Eu quero ser o matador das cinco estrelas,
eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão,
a Patativa do Norte, eu quero a sorte...
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora...
Sem sair do meu lugar..."

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Iniciando um conto...


Itália.A noite se estendia a cada segundo.A brisa noturna não confortava mais e a falta de resposta perambulava pela rua.Felipe continuava a se observar no espelho.
O espelho que por sua vez refletia uma imagem não nítida,uma face queimada pelo desespero e banhada em lágrimas sanguinolentas.Desesperado o espelho gritava e vibrava tentando alertar a morte interna de Felipe.Era banal o modo como agia mas o óbvio se tornara uma questão de tempo,todos sabiam que uma hora ou outra a face iria desfalecer e as mãos se agarrariam a cena fantasmagórica.Não havia intervalo e nem descuido,a qualquer instante o sopro alcançaria mais um jovem.
Enquanto a trama se desenrolava outros personagens surgiam como uma platéia que espera um grande desfecho.A morte como tal observava tudo da sua maneira,verificava o tempo,assolava a distância e o embalava com um música diferente das que se conhecem;Trajando um capuz preto típico das noites de inverno,a morte,possuía um sorriso sarcástico e olhos arregalados,pronta para uma noite de volúpia e um prazeroso banquete final.Os talheres estavam à mesa e os alimentos causavam-lhe prazeres momentâneos,logo nossa ilustre convidada entraria em ação.Faltava a Felipe poucas horas até que fosse enterrado no abismo da loucura e no fundo isso viria dele,das entranhas de sua alma...

domingo, 5 de outubro de 2008

O circo dos horrores.


E olha o circo de novo! As tendas foram postas e tudo está reformado.A iluminação está impecável como de costume e fogos de artifício anunciam o cenário coberto de fitas,rosas e nariz de palhaço.
Os horários são alternados e as vezes até transmitidos para televisão aberta,coisa que só circo consegue fazer.E as músicas,essas sim merecem total destaque,cada carro anuncia em geral um episódio diferente,uma palhaçada nova.E as crianças se divertem.Tem gente correndo pra todo lado louco pra entregar panfletos,tudo muito colorido...claro! é um circo minha gente,as cores extremamente usadas pelo psicodélico perdem para tamanha façanha.No espetáculo tem de tudo,dos animais aos trens de superfície."-Algodão doce pra todo mundo!Pipoca de graça gente!O palhaço é dentista! Olha o homem da banana!Pracinha,quem quer pracinha?! Aquele palhaço de novo não... e o povo pede bis."
É,o espetáculo está agitado,sentem-se em seus devidos lugares,vigiem as crianças,aguardem os palhaços porque a brincadeira vai começar!
"Isso de querer ser exatamente o que a gente é, ainda vai nos levar além"
P.Leminski.