-Sim eu estou me escrevendo para o concurso! –disse com muita raiva logo pela manhã. Será que é tão difícil aceitar que se eu tiver a fim de levar a vida à base de ovo frito, dietas vegetarianas e poesia a escolha vai ser minha?Numa dessa eu fujo do mundo, abro meus pára-quedas de barbante e palavras do Aurélio (dicionário) e parto para Júpiter, um planeta não habitado. Eu sei parece loucura, mas não é. Lá poderei ter o que quiser na cama que escolher, pegarei um giz de cera desenharei pontes que amo tanto com pequenos riachos em baixo cheio de peixes e tartarugas. Construirei minha casa do outro lado do planeta onde as borboletas não alcançam, irei colori-la de amarelo e farei uma janela com vista pro mar. Encherei a casa de portas, sem trancas ou cadeados pra quando você quiser voltar, farei um lindo pomar, um jardim e um vasto campo onde talvez eu cuide de um cavalo pra quando a chuva passar e tiver vontade de explorar os arredores.Sempre que eu quiser irei à cachoeira de Coca cola bem gelada e sem taxa de uso e ali passarei à tarde, ora a deixarei preparada pra quando me visitarem anualmente. Cobrirei as calçadas de livros, de cores e gêneros diferentes pra que eu possa me divertir mesmo já estando tão feliz. E nesse planeta cheio de árvores (não muito altas pra poder ouvir o canto dos passarinhos) eu consiga me esconder do sol ou fazer um acordo com o ele pra que não aqueça demais o meu planeta. Enfim, comprarei um jatinho particular para levar amigos e familiares (de grande importância) junto com todos os poetas, músicos e artistas plásticos pra lembrarmos-nos de Pasárgada onde passaremos as férias.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Me deixa ser o que quiser.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Até pode ser.
Estão usando artilharia pesada,tá tudo rodando e olha que não é crise de labirintite, meu labirinto anda bem (obrigado),minha memória é que anda nas alturas,bem longe mesmo...To esquecendo tudo,maldita vida sedentária.Eu até gostaria de alertar os jovens que como eu são um poço de tédio em litros de coca cola,mas tenho preguiça sabe como é.O telefone fica na sala de estar e andar até lá,digitar todos aqueles números que não me lembro não me parece convidativo.Já vi que não posso ficar sozinha,numa dessas me esqueço de como se chega em casa.Acho que o meu teste de idade cerebral estava certo,cento e vinte anos não é mole não minha gente.
"Não é mole não,o povo escolheu a globo isso é Globalização..." Tá vendo o por que da minha cabeça estar com tudo "em cima",escute isso diversas vezes e ai não se surpreenda ao ver que você parou.É a lei do uso e desuso em prática,vai se atrofiando e cá estamos levantando às mãos aos céus e agradecendo por tamanha "engenhoca",a preguiça.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Envelheci dez anos ou mais nesse último mês.

Doeu o estômago.
Que cheiro bom,como aquele em que o vento traz junto com o seu perfume.
[E lá vem gente me perguntando sobre os amores,sobre os tempos,os beijos].
Quem disse que eu estou apaixonada?Você nunca se pegou sendo forçado
a amar a vida e os detalhes dela?Pois eu sim!Fui pega pelas pernas,amarrada na cadeira
com permissão de só sair morta e isso garanto que ainda não vai acontecer.
Enfim o cheiro me doeu,foi como uma daquelas lembranças estranhas que temos
assim que visitamos um parente ou vemos fotos,cartas e fios de cabelo [risos].
Foi exatamente isso que senti quando abri o caderno,tenho uma grande atração
por coisas novas,não que seja consumista mas é que eu gosto do cheiro delas e o caderno
da minha irmã tinha esse cheiro,cheiro de mudança.
Então o vento bateu e trouxe o perfume das rosas,daquele caderno perfumado e cheio de gatinhos.
Ah!Isso me lembrou o amor,a vida,risadas,corridas e tantas coisas.Confesso que conheço duas
das coisas citadas mas já vale a experiência.Já vale o espirro que tive por ser alérgica à
perfumes fortes,já vale o banho de chuva gelado depois das aulas, é...
Eu podia ter percebido antes.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Já posso voar?
Ah! (isso foi um grito elevado ao cubo). Pareço marionete dos meus sentimentos,e o maior deles neste momento é o medo.Sinto a corda amarrada pelo pescoço,vou e volto sem controle sobre o meu corpo e sobre as minhas atitudes. Cuide de mim!-eu grito. -Me tire dessa,ponha-me no lugar,troque minhas roupas,me esconda das garras. Nada disso parece funcionar.É como um teatro e a expectativa de dar tudo certo no fim. Então me responda:-O fim está quase chegando?
Quem se importa?
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
A conta por favor!
Grito
Pare!Isso dói!
Isso me dói à cabeça, a medula, os rins e o coração.
Pare!Isso dói!
Dói à alma que não tem saída
Pare!
Sente comigo à mesa, tomemos um drinque esqueça.
Vire a cabeça, cruzes os braços, arranque os lábios
mas pare
Porque sonhar custa caro e alguma coisa ele sempre custa
e acredite nem sempre o sonho está num ótimo preço.
