O cheiro da chuva. Encontrando-me com a chuva. Beijos na chuva. Banho de chuva. Dormir com chuva. Amores na chuva. Fugir da chuva. Chorar na chuva. Cantar na chuva. Ouvir a chuva. Chácara com chuva. Cabana na chuva. Andar de bicicleta na chuva. A rua e a chuva. O frio que a chuva traz. Sentir a chuva. Viajar na chuva. Pingos de chuva na janela. Pingos de chuva no cabelo dele. E assim é... E assim vai ser a chuva lavando a gente.
Oh chuva!Eu peço que caia devagar.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
"Gastei uma hora pensando num verso, que a pena não quer escrever."
Dia primeiro de junho deveria ser feriado, seria menos perigoso se o fizessem assim. É a velha e estranha sensação de envelhecer alguns anos luz em apenas um dia.Tem gente que acredita em mapas astrais, do modo como os planetas se alinham. Quem me dera acreditar numa coisa dessas pra poder justificar os meus caminhos de bem e mal, seria menos perigoso, menos cruel. Mas eu não me encaixo em astrologia. É costume, eu sempre corro na direção do fogo, mas ontem o dia andou pregando peças em mim, a princípio as sensações de abandono que quase foram letais, logo depois um ataque tímido nas aulas de teatro e um frio de bater queixos; uma tentativa de finalizar assuntos inacabados, crises de choro no telefone, preocupação já resolvida com um amigo, o surgimento de um amor (desses de cinema) com direito à lua caprichada em beleza, enfim... É quando você amanhece sem nada e termina o dia com uma porção de presentes. O feriado a gente esquece,arranca as folhas do calendário e vive,é perigoso, mas costuma valer à pena.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Eu odeio hospitais, odeio as cores que não variam muito entre branco claro e branco escuro (encardido). Às vezes eu acho que é algum trauma alheio, desses de infância quando a gente precisava tomar um monte de vacinas, ora penso que seja a sirene das ambulâncias que vão e vem com pacientes em estados precários. Odeio as salas de emergência, os apartamentos e os consultórios. Tudo me faz lembrar algo terminal, uma despedida ou dor concentrada num local só. Associo sempre às pessoas que eu amo e que de lá nunca mais saíram e depois aquela série de histórias do tipo: -“Ela está com papai do céu”. -“Foi fazer uma viagem longa”. Blá, blá... Crianças não são burras.Superando isso eu tento de tudo não voltar a pisar em hospitais o que de fato é inevitável, estômago, sistema respiratório e nervoso não tem me ajudado muito. Talvez eu deva ficar ali por mais um tempo, jogar conversa fora com os enfermeiros de plantão, contar piadas às criancinhas da ala ao lado,inalar neosoro e respirar fundo a fumaça de um aerossol.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Perdoem-me os dias sem palavras...
é que não quero contagiar-me com palavras de morte.