quinta-feira, 2 de setembro de 2010
E parecia que era minha aquela solidão
sábado, 28 de agosto de 2010
Cansei dessa merda. Cá entre nós, hoje é sábado, tá fazendo um calor da porra, acordei cedo, bati o joelho na escada e tropecei enquanto tentava abrir o portão. Não, eu não estou de TPM nem nada disso. Além do ‘inferno astral’ que nunca passa, nada de novo aconteceu comigo. Pronto, agora você deve estar pensando: “- Ai que saco de garota, deprimida, puta e mal-amada." Se não quiser continuar a ler, sai fora. O blog é meu e escrevo nele o que der vontade. Ai meu Deus,vou perder todos os seguidores. Vou tentar de novo, caros leitores, cansei. “Me cansei de lero lero, dá licença mas eu vou sair do sério.” Eu to cansada de ter que me policiar toda hora a respeito das coisas que digo ou faço. O fato de fazer Letras, ser filha de pais cristãos e me vestir como um emo alternativo, não quer dizer que eu seja assim. Eu tenho dificuldade com vírgulas, sou redundante e escrevo textos com marcas de oralidade. Ah! Eu não tenho tempo e nem paciência para textos (grandes) sobre lingüística aplicada, nem sobre crítica literária. O que na verdade sinto vontade de dizer aos professores que exigem resenha de tais livros é: enfiaessetextonocupraversemantémelequentinho
- Professor, você pode adiar a data de entrega?
Sobre o cristianismo, o que provavelmente causou (ou vai causar polêmica nesse post), eu sou filha de pais cristãos, e? São pessoas diferentes, vidas diferentes, personalidades diferentes, doutrinas diferentes. Entenderam? Não me associe a isso, não me cobre, não me encha, não tente me impor Deus. O meu relacionamento com Deus é PROBLEMA MEU, entenderam? Se não quiser uma má resposta, não se intrometa. Quanto ao resto das coisas que andam me tirando do sério, vou deixar pra reclamar na próxima vez, é que vou nadar. Você não leu errado, como parte da citação de um livro de auto-ajuda: Vá nadar na hora do almoço.
"Estou saindo do meu serviço, tenho uma hora de almoço. Preciso comer, fazer a unha, estudar para a prova da faculdade, visitar amigos e lavar a louça. O que fazer? Apertar o foda-se e ir nadar."
sábado, 21 de agosto de 2010
Nome próprio

Eu quero ter um nome bem bonito.
Não precisa ser nome de santo ou de Porto Rico.
Eu quero ser alguém que todo mundo goste
mas que não se lembre apenas do circo, do ciclo
ou do pode ou não pode.
Eu quero uma música pra dançar,
sem que seja preciso aprender a dança ou o trote.
Eu quero a vida com gosto de maçã verde,
daquelas em que a gente põe melado e lambreca o rosto.
Eu quero uma porção de amigos pra contar estórias
e quem sabe assar marshmallow na fogueira,
quando a gente for acampar.
Enfim, eu quero um nome próprio
desses em que a gente respira fundo e diz: Existe?
Blá
Peguei como desculpa pra explicar o porquê de não escrever alguma
coisa que preste.
E como já disseram antes, a ausência de inspiração causa angústia,
a angústia causa insônia, a insônia acaba com o mundo dos sonhos
e te leva a frequentar um mundo noturno um tanto quanto maléfico à saúde.
Intimidade

Quanto custa? Quanto custa contar tudo que sei? Quanto tempo faz que eu não deito no seu colo ou visto a sua camisa? Eu nem sei. Sinto falta, mas não lembro o gosto que isso tinha, não lembro o cheiro que eu sentia quando você estava perto e nem mesmo a sua voz. Eu não me lembro daquelas noites sem medo ou das músicas que você cantava pra mim logo que amanhecia, me esqueci onde você morava, onde guardava seus sapatos e qual era a sua sobremesa favorita. Não fiz por mal. Meu computador apagou a minha memória.
Imagine

Ela está trancada no quarto. Raramente sai. Às vezes ela come, outra hora o sol resolve entrar pela janela, tudo depende do dia. Isso acontece sempre que ele se lembra de destrancá-la do quarto. É como uma jaula, ou uma gaiola. Defina como quiser. Se paga para entrar e assistir a cena. É barato, também não tem nenhum requinte ou luxo, é simples, mas o espetáculo vale à pena. Foi o que me disseram. Ontem à noite eu a vi sair. Foi um choque, magra até os ossos e de aparência adoentada. Ainda não acredito que ela escolheu essa vida bizarra e em péssimas condições. Mas cada um faz as escolhas que pode, agarra as oportunidades que lhe convém. Tentei acenar da janela, assim que ela olhou para cima. Sorriu gentilmente. Gastamos alguns minutos. A cena estava estática, ela tinha a resposta e eu tinha a pergunta. Não houve aceno, pedido de socorro ou uma expressão diferenciada. Nem sequer nos apresentamos. Ela sabia o que eu estava pensando, sorriu novamente. Pelo menos foi o que a luz do poste refletiu assim que olhei para baixo. Agachou-se, catou algo no chão,amarrou o cadarço e me olhou pela última vez. Abriu o portão e voltou à jaula. Dessa vez não era preciso perguntar. Ambas imaginávamos um mundo diferente.
Viajando no submarino amarelo
To cansada de materializar as coisas. Primeiro foi a paixão, o sorvete, as coisas que eu trouxe com a abertura dos portais, o vento e o devaneio. Já faz algum tempo que eu queria dizer isso. Odeio essa necessidade viril de fazer surgir coisas, esse sentimento incansável de dar vida (mesmo que seja na imaginação) ao que não pode existir. De onde o sentimento saiu também jorra outras fantasias, sem que seja preciso seguir uma linha tênue de raciocínio. Claro que no lugar onde vivo nada tem muito nexo ou encaixe, é como se surgisse de uma explosão semelhante à teoria do Big Bang. Garanto que o que estou dizendo será compreendido, as próprias palavras vagas e fugitivas justificam a teoria sem ter medo de ser feliz. “Loucos” assim não fazem mal à sociedade, também não estão dispostos a perder uma grande quantidade de tempo com homens ou vermes (tanto faz). Parece até que estou chapada ou louca, mas não é verdade. Bem, meu teste psicológico não alegou nenhuma anomalia. Até consegui ver os dois frangos dançando tango, o morcego andando de bicicleta e os bichinhos no submarino amarelo, enfim... Coisas assim eu não consigo materializar, nem mesmo Mefistófeles traria ao mundo algo tão bizarro.