sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Vamos pular o hoje?

...




vou sobreviver!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Algumas coisas.


Nem rola justificar minha ausência por aqui.Na verdade não me faltam palavras,embora eu não queira expressar com alguma finalidade as minhas idéias.
Acreditem não é deboche,é a ausência da sorte ou abundância do desvairado e imundo que me faz sacudir meus versos num ríspido mundo.
Tá certo (detesto essa expressão,caso não tenha dito),tá certo que sou tomada peculiarmente por um cansaço interminável,sem preliminares,estou me acabando de tanto pensar em algo inundado de energias negativas.E o tempo não está passando,estou com poucos anti-corpos e uma vasta agonia que já está se arrastando por noites a fio.
Foi-se o tempo em que um saco de balinhas resolvia a minha vida,daqui a pouco o céu vai se desabar em águas e eu ainda não me libertei dessa insônia maldita,desse devaneio todo. Ah!credo,estou perdendo o vocabulário (que já não era muito fino...convenhamos),estou a um passo de enlouquecer de vez,concorde comigo que isso sempre resulta num vazio inesperado seguido de uma gastrite crônica.Enfim,aquela conversa mole e banal de que as coisas podem piorar deveria ter sido levada a sério.
Detesto essa ironia toda,até pareço que luto contra a minha consciência para permanecer contrária aos planos que traço.Não me levem a mal quando digo que não me faltam palavras!
Infindas,permanecerão exiladas até que se comportem.Porcaria de palavras!
"Certo dia, atrasei-me ao voltar da escola e meus pais pensaram que eu havia sido seqüestrado. E aí entraram imediatamente em ação: alugaram meu quarto".


"Rio porque me lembro de quando iamos para o sitio
de carro com meus pais, eu e minha irmã no banco
traseiro, curva para o meu lado e eu jogava o corpo
para cima dela "ôôôôô". Curva para o lado dela e era
ela que caia pra cá "ôôôôô". A lembrança me bate
com tanta força que chego a sentir o cheiro da cabeça
de minha irmã, que ela dizia que era do cabelo, e eu
dizia que era da cabeça, porque ela mudava o shampoo
e o cheiro continuava o mesmo, ela dizia que eu era
criança e confundia tudo, mas eu tinha certeza que
aquele cheiro era da cabeça dela, então ela me perguntava
como era o cheiro, e eu perdia a graça porque não sabia
explicar o cheiro, dai ela dizia "Tá vendo", mas a verdade
é que nunca esqueci, já cheirei a cabeça de mil mulheres
e nunca mais senti nada igual."

- Chico Buarque

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."



Caio Fernando Abreu

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pra mim chega. Eu não consigo mais.