terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Às vezes a gente precisa fugir pra longe,

Unindo-se ao desconhecido e tentando sair ileso.

Precisamos planejar a fuga, traçar a trajetória de ida, arrumar malas,

comprar passagens e deixar cartas de despedidas.

Daí com projetos e expectativas resta esperar a hora certa.

Quem sabe no meio da madrugada ou no início do horário de almoço, cabe a cada um fazer o esforço.

Jogar o lençol pela janela e descer por ele rapidamente sem ser visto não

vai ser nada fácil.O melhor é sair pela porta da frente,no momento certo.

Saindo de casa é preciso estar atento ao mundo que não vai com a sua cara.

E olha que ele é muito bonito, chamorsão e tem um belo sorriso, mas ele pode ser

perigoso ,pode te levar embora pra um lugar sem voltas.E sabe como é...

Se for pra fugir tem que voltar senão não tem graça.

A gente precisa encarar as coisas de frente, uma hora ou outra.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


“Nao sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E, sem saber, busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir. Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem, na verdade, a gente é!"
(Fernanda Mello)

domingo, 11 de janeiro de 2009


A fragilidade das pessoas é algo que me fascina.
Vivo rodeada de pessoas "fortes" e que são superficialmente duras, pelo menos
é o que diz o veredicto.
Então você resolve tocá-las mais fundo, na alma talvez, e começa a ver o lado doce e frágil
que elas tanto temem revelar.




sábado, 10 de janeiro de 2009

Hoje vou me fazer chorar.


Tem algo que vejo em você
Pode me matar...
e eu quero que seja verdade.
Eu só estou me fazendo de boba
É que eu costumava me conhecer bem até
chegar aqui.
A música que toca hoje diz tudo e você não vai entender isso
nem deve, nem pode.
Você consegue ver a mulher trajando um vestido vermelho de bolhinhas?
Tocando a música que você não consegue ouvir, tomando partido.
Existe uma verdade escondida nos olhos, afinal de contas
porque você acha que ela abaixa a cabeça?
Acordei cheia de enigmas hoje, começando pelas pessoas que conheci até as
preposições em inglês
e o pior de tudo é que não há possibilidades.
Não há vergonha e nem razão
Você me conhece, são coisas que eu não sinto
são coisas que não me apego que não me permito
como o simples fato de ter um vestido vermelho com bolhinhas brancas. E eu estou escorregando escada abaixo, ando tropeçando pelos corredores e trancando as portas, enfim...

Tem algo em você que pode me matar.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Se eu fizesse parar de chover.

Chuva. Cá estamos nós (juntas) e unidas por um só pensamento. O medo dos trovões.
Acho que hoje o Senhor Deus estava bastante grilado e resolveu abrir as torneiras do céu e como sempre somos o alvo.
Eu acredito que alguma coisa estupenda está por vir, o clima anda de rumo novo e em todo país a gente ouve falar de
enchentes e deslizamentos. Mas aqui, nessa terra quente e distante (tão distante), acho impossível a chuva se achar no mapa
com medo de se perder por aqui e nunca mais voltar.
Achava (quer dizer), porque ela se arriscou a vir e agora está aumentando.
-Venha!Sente-se aqui comigo no sofá, vamos nos esconder debaixo da coberta e torcer pra que esse barulho passe logo.
Eu odeio quando você me olha desse jeito, já não basta estar aqui (caridades assim eu não faço e você sabe) e ainda quer
de mim cafunés. Saí pra lá cadela folgada.
Oh eu precisava estudar (sobre a luz de velas, quanta inspiração). Como seria o fluxo de consciência que Clarice usaria neste momento?Ou até mesmo Adélia que procura descrever o cotidiano. O que ambas diriam sobre a tempestade?
Acho que concordamos em algumas coisas, esta é uma situação pesada demais para mulheres e cachorros, não importa o que sentimos no momento, os homens são os únicos que contradizendo esse universo feminino oferecem proteção a nós, com chuva ou sem chuva.
Eu penso assim Ana.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Seguindo para adivinhar os segredos que você não conta.


Não chore guria, não chore.
Eu não tenho as palavras certas para afastar esse seu medo.
E não há nada que o devore assim de um dia pro outro.
Tem que ter cuidado,
como guardar um segredo e receio debaixo da mesa.
Lá fora a chuva agirá como sua amiga, protegendo-a dos que te atacam,
dos acidentes (embora os cintos de segurança estejam postos), dos inesperados
e até dos anti-heróis que atrapalham a sua estrada.
Não chore, a vila está alerta.
A vó prometeu fazer biscoitos de chocolate enquanto você espera
como ela fazia quando tínhamos só cinco anos e esfolávamos o joelho no chão.
E eu estou do seu lado, rezando muito e pouco ao mesmo tempo
para que ao acordar você possa achar na vida um gosto bom.
Ontem eu gastei muitas lágrimas, a tristeza me agarrou que nem quando o bicho papão (imaginário) puxava-nos os pés
daí engoli o choro,me fiz de forte e sai correndo,queria mudar o mundo
queria mudar o seu mundo e o meu...

Foi então que eu percebi que essa Guerra não é minha.