quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Adeus menino

Luiza Possi
Composição: Lokua Kanza/ Chico César

Menino, não vou ficar, eu vou
Eu vou pra entender
Quem eu sou
Atrás da linda moça que amava
E assim que sair eu vou chorar
Sem você
Mas é que atrás da linda moça que amava
Em algum lugar
Tá uma mulher que também sou
Que escolhe andar por onde vão seus pés
E se hoje fico aqui
Ela parou

Refrão:
Te falo quem quer o bem
Para seu amor
Ama como é
E ama sua liberdade

Amanhã ou depois sem os véus da moça que amava
Eu ainda amarei
Quem um dia me amou
E ainda que aí não possa
A moça está em algum lugar
Com ela agora há uma mulher
Que escolhe andar por onde vão seus pés
Que escreve, antes de ler seu destino
Eu tenho que ir,amado
Adeus menino

domingo, 6 de setembro de 2009


“[...]Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente.

Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita fui a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.”


Clarice Lispector.
Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Comprido que nem dia de fome.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Minha sogra tem um piolho de estimação.


Eu acredito na teoria de que nós guardamos um segredo desses usados em ameaças telefônicas, todos sem exceção. Como não poderia ser diferente, descobri que a minha sogra tinha um... E cá estou eu frente ao segredo, dentro do pote, no fundo da gaveta.

-Silêncio na platéia! (tem alguém cochichando)

Continuando... Há alguns meses eu comecei a investigar uma porção de coisas (esses “podres” que me podem ser úteis ao decorrer da vida),revistei armários,coloquei escutas telefônicas e exercitei todo o meu dom de fantasiar as coisas (confesso que sou meio paranóica mas isso nem vem ao caso!).Aquela criaturinha hostil e frágil que se movia no fundo do pote,estava gritando por ajuda.Talvez fosse um amigo,desses imaginários que a gente deixa perpetuar pela adolescência,talvez fosse um confidente ou um (a pior opção de todas) um prisioneiro para experiência científicas.

Eu não sabia, ou talvez soubesse a resposta... A psicopatia da minha sogra precisava ser interrompida naquele momento, e eu (um pouco enxerida) faria a boa ação do dia.

-Pronto piolho, você está livre!

Astuto e sorridente (via-se pela expressão facial do pobre coitado) ele saiu pela porta sem se despedir.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Bipolaridade


Agonia de coisa não dita,

de vida mal resolvida,

de saudade sem restrição.

Alegria de flor recém colhida,

de uma amizade sortida,

de ver andorinhas no verão.


O que me arranha a garganta

e afugenta a calma,

eu bebo até o último vestígio.

domingo, 23 de agosto de 2009

"... Não consigo molhar os pés apenas
eu mergulho e só paro quando me afogo
eu me queimo e só paro quando derreto
eu me jogo e só paro quando me param."