sexta-feira, 10 de setembro de 2010


É de manhã, não chove há dias e a gente mal consegue respirar. Queria mesmo estar preocupada com isso. Mas não! Estou metida numa porção de pensamentos maçantes. Desses que a gente não sabe se mete à bicuda ou deixa deslanchar sem querer. O pior de tudo é que eu nunca me contrariei tanto como agora.

Impressionante, há exatos seis dias, eu sentia um enorme ódio de você. E o ódio, como todo sentimento doentio, deveria me fazer não pensar em nada. No entanto, cá estou... Impactada pelo ‘espírito de identificação’. Cheia de angústia, preocupada com você, almejando ajudar, acudir, amparar, auxiliar, proteger. Nessas horas eu me esqueço de tudo e digo:
- Certos sentimentos só se curam se forem amputados.
Eu desejo a você a força necessária para enfrentar tudo isso, abraço.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010



Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

(Alvaro de Campos)

"Desde que eu respirei às vezes o sopro suave
De tua alma , perfume de tua sombra enterrada,
Desde que me era dado ouvir um ao outro me chamar
As palavras que se derramam no coração misterioso,
Desde que eu vi chorar , desde que eu vi sorrir
Sua boca em minha boca e seus olhos em meus olhos..."

Victor Hugo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

E parecia que era minha aquela solidão

Não, não se deixe levar. Não se esqueça de pentear o cabelo pela manhã, não use aquela camisa amarrotada e cheia de buraquinhos na gola. Não se deixe desviar pelos sentimentos impróprios. Dirija com cuidado, respire fundo e cante uma canção (que logo você se acalma). Não tenha medo do escuro, nem das pessoas desconhecidas. Não desista rápido demais, não deixe de demonstrar carinho pelas pessoas que te querem bem. Não extrapole em horários, bebidas e amores... se preserve. Não fuja das situações, se arrisque um pouco mais, um pouco menos. Não seja tão previsível, não vá embora sem se despedir.

sábado, 28 de agosto de 2010


Cansei dessa merda. Cá entre nós, hoje é sábado, tá fazendo um calor da porra, acordei cedo, bati o joelho na escada e tropecei enquanto tentava abrir o portão. Não, eu não estou de TPM nem nada disso. Além do ‘inferno astral’ que nunca passa, nada de novo aconteceu comigo. Pronto, agora você deve estar pensando: “- Ai que saco de garota, deprimida, puta e mal-amada." Se não quiser continuar a ler, sai fora. O blog é meu e escrevo nele o que der vontade. Ai meu Deus,vou perder todos os seguidores. Vou tentar de novo, caros leitores, cansei. “Me cansei de lero lero, dá licença mas eu vou sair do sério.” Eu to cansada de ter que me policiar toda hora a respeito das coisas que digo ou faço. O fato de fazer Letras, ser filha de pais cristãos e me vestir como um emo alternativo, não quer dizer que eu seja assim. Eu tenho dificuldade com vírgulas, sou redundante e escrevo textos com marcas de oralidade. Ah! Eu não tenho tempo e nem paciência para textos (grandes) sobre lingüística aplicada, nem sobre crítica literária. O que na verdade sinto vontade de dizer aos professores que exigem resenha de tais livros é: enfiaessetextonocupraversemantémelequentinho

- Professor, você pode adiar a data de entrega?

Sobre o cristianismo, o que provavelmente causou (ou vai causar polêmica nesse post), eu sou filha de pais cristãos, e? São pessoas diferentes, vidas diferentes, personalidades diferentes, doutrinas diferentes. Entenderam? Não me associe a isso, não me cobre, não me encha, não tente me impor Deus. O meu relacionamento com Deus é PROBLEMA MEU, entenderam? Se não quiser uma má resposta, não se intrometa. Quanto ao resto das coisas que andam me tirando do sério, vou deixar pra reclamar na próxima vez, é que vou nadar. Você não leu errado, como parte da citação de um livro de auto-ajuda: Vá nadar na hora do almoço.

"Estou saindo do meu serviço, tenho uma hora de almoço. Preciso comer, fazer a unha, estudar para a prova da faculdade, visitar amigos e lavar a louça. O que fazer? Apertar o foda-se e ir nadar."

sábado, 21 de agosto de 2010

Nome próprio


Eu quero ter um nome bem bonito.
Não precisa ser nome de santo ou de Porto Rico.

Eu quero ser alguém que todo mundo goste
mas que não se lembre apenas do circo, do ciclo
ou do pode ou não pode.
Eu quero uma música pra dançar,

sem que seja preciso aprender a dança ou o trote.
Eu quero a vida com gosto de maçã verde,
daquelas em que a gente põe melado e lambreca o rosto.
Eu quero uma porção de amigos pra contar estórias
e quem sabe assar marshmallow na fogueira,

quando a gente for acampar.
Enfim, eu quero um nome próprio
desses em que a gente respira fundo e diz:
Existe?

Blá

Me inspirei nesse lance de bloqueio criativo, não exatamente.
Peguei como desculpa pra explicar o porquê de não escrever alguma
coisa que preste.
E como já disseram antes, a ausência de inspiração causa angústia,
a angústia causa insônia, a insônia acaba com o mundo dos sonhos
e te leva a frequentar um mundo noturno um tanto quanto maléfico à saúde.