quarta-feira, 27 de maio de 2009


Eu odeio hospitais, odeio as cores que não variam muito entre branco claro e branco escuro (encardido). Às vezes eu acho que é algum trauma alheio, desses de infância quando a gente precisava tomar um monte de vacinas, ora penso que seja a sirene das ambulâncias que vão e vem com pacientes em estados precários. Odeio as salas de emergência, os apartamentos e os consultórios. Tudo me faz lembrar algo terminal, uma despedida ou dor concentrada num local só. Associo sempre às pessoas que eu amo e que de lá nunca mais saíram e depois aquela série de histórias do tipo: -“Ela está com papai do céu”. -“Foi fazer uma viagem longa”. Blá, blá... Crianças não são burras. Superando isso eu tento de tudo não voltar a pisar em hospitais o que de fato é inevitável, estômago, sistema respiratório e nervoso não tem me ajudado muito. Talvez eu deva ficar ali por mais um tempo, jogar conversa fora com os enfermeiros de plantão, contar piadas às criancinhas da ala ao lado,inalar neosoro e respirar fundo a fumaça de um aerossol.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Perdoem-me os dias sem palavras...

é que não quero contagiar-me com palavras de morte.